Apartheid

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fluxo 1

E eu que não sei por onde ir
me pergunto quantos erros são bastantes
pra me fazer parar

no final,
o que sobra fica pra quem vem atrás

se é tudo que resta
e gela a guela quando fala
esbanja saúde, mas entala
desejo de saber por onde seguir

perdido, quase sem sentido
pra continuar

__

quando fez sentido pra alguém errar uma resposta
se o jogo pergunta
quem sou eu pra me calar
espera, deitado em ilusão
o que chamam de sempre

quem disser que vou tentar
outra e outra e outra nunca mais
eu movo agora meus pés e minhas pás
só por onde posso caminhar

__

metade do que quis já consegui
outra metade esqueci, esqueço
o que por tempo, com tempo e sem ele
aprendi
a outra metade já dei
a outra esqueço
esquecerei de onde vim pra ser
de todo mundo
lembrar onde nasci
tatuado com a terra que me pariu
me pare!
a velocidade quem me leva a todo lugar
eu nunca chego e só levo comigo
quem se deixou carregar

__



Passei alguns dias em Niterói. Não conhecia a cidade. Fiquei maravilhado. Me senti em casa. A energia do MAC é maravilhosa e me acolheu num momento de encruzilhadas.

2 devaneio(s):

n. disse...

Você é mais sedutor escrevendo em prosa.

Gav disse...

Verdade.

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