Apartheid

sábado, 11 de setembro de 2010

Na Praça.

duro. frio. esquentà mim.
de frente pro mar, o  mar na vertical e nosso sentido de norte e sul invertido. eu por trás, sentindo seu cheiro e seu cabelo empatando eu respirar. minha mão que procurava seu seio mas tinha vergonha de achar, sabendo exata que  o lugar onde procurava não tinha nada.
você dormiu. eu não.
eu que fiquei a noite respirando você naquela pedra, sem esperança de largar da sua cintura, dura como a àquela.
menina, pra você que não curte poesia, posso ser mais galante sim.
nostalgia, lembrando das maluquices de um dia atrás.
loucura foi só dormir sem  fazer nada...

mas eu sou aquariano. gosto de inventar.
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